Os caulinos da discórdia Versão para impressão
Escrito por Administrator   
Quinta, 27 Maio 2010 14:34

As populações queixam-se de 10 anos a viver com maus cheiros e outros malefícios. O presidente da Junta de Freguesia de Forjães alerta para os perigos que decorrem da manutenção dos aterros. A RESULIMA garante a eficácia nas suas instalações de Vila Fria. Cabe agora a Barcelos ceder terrenos para novo aterro, em 2011. Mas as contradições multiplicam-se.. (ver reportagem, opinião do presidente da Junta de Forjães e texto de opinião de Rogério Barreto, geógrafo)

 

Os polémicos caulinos de Fragoso não integram os estudos de impacte ambiental para o futuro aterro. O FORJANENSE soube pela RESULIMA que apenas estão na Agência Portuguesa do Ambiente resultados de estudos de impacte ambiental referentes a Palme e a dois locais em S. Gonçalo, na freguesia de Fragoso. Cabe agora a este organismo do Estado colocar à discussão pública aqueles estudos.

O tratamento das actuais 125 mil toneladas de lixo que anualmente são descarregadas em Vila Fria, vai ter de passar, em 2011, para Barcelos, que substitui Viana neste trabalho. O autarca de Barcelos diz ter uma decisão tomada para os caulinos de Fragoso, com o apoio da ministra do Ambiente. A associação popular de Alvarães contra aquele local vai pedir à governante que reconsidere… Por seu turno, o presidente de freguesia de Palme nem sequer aceita discutir o assunto, apesar de reconhecer que um aterro na sua terra exigiria apenas a construção de 200 metros de acessos. Mas ele prefere preservar a ruralidade…

E se ambientalistas garantem que no monte S. Gonçalo é vantajoso por ser afastado das populações e se poder escavar alvéolos nas rochas, evitando impacto visual, o presidente de Fragoso assume que não foi ele a sugerir o local dos caulinos, mas também não quer o futuro aterro naquele monte, por causa dos ventos Sul/Norte que trariam os cheiros, caso fosse ali colocado o novo depósito de lixos da RESULIMA. Estes receios fundamentam-se por, actualmente, se sentir um odor incómodo, emitido pelo aterro de Vila Fria. Ambientalistas esclarecem, que foi o incêndio de uma cortina árborea naquele local e o facto de, agora, o lixo já estar muito elevado e próximo da sua capacidade limite, que leva à existência de cheiros.

Quem defende a manutenção do actual aterro, por mais alguns anos, é o presidente do município de Esposende, justificando a opinião com a actual situação financeira do país. José Emílio Viana, da RESULIMA, contrapõe: «É uma previsão muito optimista». Recorde-se que 51 por cento da RESULIMA é propriedade do Estado e, a parte restante, dos municípios de Viana do Castelo, Esposende, Barcelos, Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez.

Actualizado em ( Quinta, 27 Maio 2010 15:02 )